Para a Universidade de Coimbra, o momento presente suscita, sobretudo, apreensão. Esta diz respeito a um conjunto de mudanças que concretizam uma tendência de descaracterização e esvaziamento identitário, bem como de perda de centralidade social, perda de independência e perda de democraticidade na sujeição a poderes vários. É imperativo, face a estas mudanças, converter o que de negativo se anuncia ou é já realidade numa oportunidade de afirmação da Universidade, encontrando novas formas de exercício dos seus valores basilares. Para tal, é indispensável uma reflexão abrangente e estratégica, e a ousadia de ir muito além da gestão mais ou menos eficiente do status quo, centrada no carisma desta ou daquela personalidade. Encontro o empenho, a coragem e a capacidade para esta reflexão e intervenção fundamentais na equipa que se apresenta sob o lema “a nova ambição”. Uma ambição renovada é o motor que devemos encontrar, enquanto colectivo, para a construção de uma universidade nova, dinâmica, adaptada a novos desafios, aberta à comunidade e ao mundo, livre, democrática, colegial e solidária.