Professor Auxiliar da FLUC
Subscrevo a lista A para o Conselho Geral da Universidade de Coimbra porque, da minha leitura dos textos programáticos das outras listas, concluí que a A foi a única que se esforçou por pensar um modelo de universidade que, reconhecendo a precedência dos normativos existentes para o Ensino Superior, não redunda na sua mera transposição programática nem desiste de pensar, só porque eles existem. Não faz sentido, neste caso, invocar o «princípio da realidade» imposto por tais normativos, princípio esse que supostamente estaria ausente da proposta da Lista A. E sobretudo não faz sentido fazê-lo quando a invocação desse princípio de facto oculta uma renúncia a um pensamento próprio e, como deveria ser apanágio da universidade, crítico. Tanto mais que a realidade da universidade é histórica e, nesse sentido, mutável. E aliás, às vezes, como aprendemos nos últimos meses, essas mutações podem ser drásticas, para o mal ou para o bem, pelo que não faz sentido nenhum partir do princípio de que os dados estão lançados. Somos sempre nós quem os lança.
Subscrevo a lista A para o Conselho Geral da Universidade de Coimbra porque, da minha leitura dos textos programáticos das outras listas, concluí que a A foi a única que se esforçou por pensar um modelo de universidade que, reconhecendo a precedência dos normativos existentes para o Ensino Superior, não redunda na sua mera transposição programática nem desiste de pensar, só porque eles existem. Não faz sentido, neste caso, invocar o «princípio da realidade» imposto por tais normativos, princípio esse que supostamente estaria ausente da proposta da Lista A. E sobretudo não faz sentido fazê-lo quando a invocação desse princípio de facto oculta uma renúncia a um pensamento próprio e, como deveria ser apanágio da universidade, crítico. Tanto mais que a realidade da universidade é histórica e, nesse sentido, mutável. E aliás, às vezes, como aprendemos nos últimos meses, essas mutações podem ser drásticas, para o mal ou para o bem, pelo que não faz sentido nenhum partir do princípio de que os dados estão lançados. Somos sempre nós quem os lança.