João Ramalho Santos
Há momentos importantes na vida de uma instituição, momentos felizes, momentos de vitalidade, momentos que implicam escolhas. Este é um desses momentos. (In)Felizmente não há soluções fáceis.
Não há nestas eleições quem, convenientemente, proponha premiar a incompetência, o egoísmo, a inacção, o conservadorismo. Se houvesse seria de facto muito simples.
Não é.
E é importante perceber que nenhuma das características que todos queremos para a Universidade de Coimbra pode ser vista isoladamente, em abstracto. Solidariedade sim, mas não como recompensa para uma uniforme mediocridade, antes como trampolim para a excelência. Especificidades sim, mas com exigência permanente de qualidade. Carinho para com todas as actividades universitárias sim, mas percebendo que não são equivalentes como futuros atractores dos melhores.
Uma Universidade moderna, tendo que gerir com segurança rotinas e tradições, não pode ser refém delas; mas apostar constantemente na investigação, na inovação, na internacionalização, na formação avançada de qualidade. É por isso que, mesmo quem nunca participou muito activamente nestes processos por os considerar afastados da sua “verdadeira” actividade como docente ou investigador, tem obrigação de participar agora.